Pausa pra Prosa

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Tenho sentido essa necessidade remanescente de escrever desde que me reconheço como ser pensante. Lembro quando começou ali, na minha tenra idade, nem assinar meu nome corretamente sabia. Mas como culpar a jovem Anna? eu com tantos n's me perdia e nem poderia mais dizer o que eram, m's ou n's (os dois n's sempre me soaram como um m). A verdade é que comecei a ler e escrever muito cedo, não que tivesse talento, mas afinal sempre precisei. Fiz diários, aqueles com cadeado que se quebram ao menor toque descuidado, misteriosos e cheios dos mais profundos segredos que uma jovem menina tímida e estabanada poderia ter. A primeira paixão platônica, o copo quebrado e sorrateiramente jogado fora... assuntos dignos de manchetes, se me entende. Aos 8 até tentei construir um blog aqui no Blogger chamado "as aventuras de Anninha", juro.
 Completamente prolixa e contraditória desde os primórdios da minha escrita, passei aos 12 para um pequeno e escondido blog mantido a sete chaves no OneNote, pra quem não sabe, uma das ferramentas da Microsoft. Lá eu fazia vídeos, desenhava, puxava setas, anotações, etc. Era tudo que uma pré-adolescente insegura, criativa, e recém-chegada numa nova cidade precisava. Prossegui dessa forma até os 14 anos, onde o desejo de criar um  blog e compartilhar com o mundo as minhas ideias renasceu. Entretanto algo surgiu a frente: Tumblr. Com seus reblog's e ferramentas dinâmicas, eu não produzia, apenas reproduzia. Juntamente a isso, cedia minha felicidade, então aos 15 tive depressão.
Minha capacidade produtiva parecia ceifada. Minha mente era tomada por pensamentos, ideias, e insônia, mas tudo retornava apenas ao meu interior porque eu era simplesmente incapaz de exteriorizar minhas emoções, de tal forma que pesavam minha vida, como uma âncora prestes a me naufragar.
Isso prosseguiu até os 16, o momento onde as artes plásticas fluiram de mim. Eu percebia nesse momento que a facilidade em alcançar o que eu desejasse era assustadora, a arte era algo em minhas veias.
Morando sozinha, aos 18 embriaguei-me em tintas me isolando do que, e de quem estava a minha volta... Percebi que precisava mudar aquilo, voltar-me ao real, compreender a mim mesma e o que almejava pro meu futuro. Redescobri meu amor à medicina, um tanto dormente... Mas para aquilo, precisei deixar de lado minha arte, escrita, e grande parte do meu passado.
Depois de dramáticas reviravoltas entretanto, volto hoje à escrita, ferramenta usada durante 2 anos apenas como forma de libertação. Modo de reorganizar minha alma, minha mente, de entender meu amor pela vida e recompor minha calma. Externalizando talvez quem realmente almejo ser.
Portanto entre as linhas, deixo subentendido o título desse blog (algo até considerado antiquado atualmente). 2 beijos.

Ama com alma. Ama com Calma.  Refaz minha alma.
Anna.

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